O Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem a implantação de mais um dígito para os números dos telefones celulares de São Paulo, mudança que será adotada no prazo de 24 meses. Esse dígito extra vai gerar 370 milhões de números a mais para habilitação de novas linhas de celulares para o código de área 11. Assim, os celulares que hoje têm oito dígitos passarão a ter nove, com um novo número à frente.
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Outra medida é a possibilidade de usar o prefixo 5, hoje destinado para a telefonia fixa em São Paulo, para a telefonia móvel. Isso deve ampliar em 6,9 milhões as combinações disponíveis para a telefonia móvel na área.
Além disso, há também a possibilidade de se adotar um sistema diferente para a numeração dos modems de banda larga 3G, que hoje usam números de celular.
Banda H. O conselheiro explicou que, com a liberação da banda H, que é a última faixa de frequência do 3G, São Paulo terá uma demanda de mais de 7 milhões de números em 2011 e 2012 e que essas medidas preliminares buscam solucionar o problema enquanto o nono dígito não é implantado. "Não pode haver apagão de números em São Paulo", disse Rezende.
Num dos últimos relatórios divulgados pela Anatel este ano, a disponibilidade numérica na região metropolitana de São Paulo girava em torno de 37 milhões de celulares - número que estava prestes a ser alcançado por conta do ritmo de expansão das novas linhas de telefonia móvel no País e nessa região. Em outubro de 2010, o País alcançou a marca de 194,4 milhões de celulares, ultrapassando o número de habitantes. "Mais cedo ou mais tarde teríamos de fazer esse acréscimo de dígito porque o crescimento é muito grande", disse o consultor Eduardo Tude, da Teleco.
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