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Vá bem na redação do vestibular!

Vá bem na redação do vestibular!

redacao-vestibular 

Para a maioria dos estudantes a redação é sinônimo de nervosismo, porque é a parte do vestibular em que saber fórmulas, entender cálculos ou decorar informações não ajuda em nada. Mas os que pensam assim podem ficar calmos porque a redação não é esse bicho de sete cabeças.
O objetivo da redação é testar a capacidade do estudante em dar sua opinião e refletir. Por isso, mais do que escrever de maneira correta, é essencial que os candidatos deixem claro o seu ponto de vista sobre o tema. Os estudantes têm medo de fazer isso, mas o ideal é assumir uma posição e defendê-la ao longo do texto com argumentos consistentes e relevantes que a sustentem.
Para se dar bem na redação a dica é ler e escrever muito. A leitura ajuda a desenvolver a escrita e no vestibular é preciso saber escrever de forma clara e simples. Leia de tudo, principalmente sobre atualidades, que costumam ser o tema das redações. Treine com os artigos, editoriais e crônicas de jornais e revistas, para já se antenar sobre os temas atuais e ficar de olho na estrutura dos textos argumentativos.
Um dos erros mais comuns e mais graves cometidos em redações de vestibulares é a fuga do tema. Preste bem atenção ao que está sendo pedido e reflita antes de começar a escrever. A redação deve ser organizada e coesa, e o tema deve ser mantido durante todo o texto. O recomendado é que antes de começar a escrever faça um roteiro dos pontos que pretende abordar e em que ordem, para não se perder.
O candidato também deve se preocupar em escrever de forma legível, não precisa ter letra bonita, mas precisa dar para entender. O texto não pode ser pequeno demais e nem grande demais, o ideal é ter entre 20 e 30 linhas. E, por último, outro erro comum, as redações não devem ter desenhos, gráficos e nem poesia.
O mais importante é se preparar e estar calmo no dia da prova. Com treino e conhecimento, com certeza o candidato tira de letra essa etapa do vestibular.

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Conheça os tipos de graduação, qual a sua?

Os diferentes tipos de graduação

diploma 
Quando você pensa em ir para a faculdade nem imagina que existam diferentes tipos de cursos de Ensino Superior. Ou seja, além de escolher a profissão é preciso definir o curso mais adequado para essa carreira. Dentro da graduação tradicional existem três categorias diferentes de cursos: Bacharelado, Licenciatura e Tecnologia. Você já sabe a diferença entre cada uma delas?
Para começar é bom entender as principais características da graduação. Para iniciá-la é preciso antes de tudo ter concluído o Ensino Médio. Os cursos de graduação são caracterizados pelo aprofundamento teórico que oferecem em uma determinada área do conhecimento. Agora vamos as categorias:
Bacharelado
É a formação mais comum, com especialização em uma determinada área. Por exemplo, Medicina, Jornalismo, Administração, Direito, todas essas profissões foram bacharéis nessas áreas. Com o diploma de bacharel o profissional pode atuar em qualquer área pertencente a sua formação ou se especializar em uma delas, por meio de uma pós-graduação, mestrado, doutorado ou MBA.
Licenciatura
Habilita o formado a ser um professor em escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Geralmente as licenciaturas fazem parte de um bacharelado. Em Biologia, História, Geografia, por exemplo, o profissional pode se formar bacharel para atuar como pesquisador ou então fazer mais algum tempo de curso e conseguir a licenciatura que permite dar aulas na área de formação.
Tecnologia
O curso superior tecnológico (CST) ainda é um ponto de interrogação para muita gente, que o relaciona ao nível técnico. Então, para esclarecer: os CST possuem duração de dois a três anos e formam profissionais que atendem necessidades específicas do mercado. Você pode, por exemplo, cuidar de vidas sem ser enfermeiro ou médico, através da manutenção de máquinas de hemodiálise de hospitais. Assim, ele é indicado para quem trabalha em uma área e quer se aprofundar nela, não sendo recomendado para quem não sabe ao certo que carreira quer seguir, pois reduz o leque de opções de atuação.

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[Morfologia / Gramática] Radical, Afixos e Infixos

Radical, Afixos e Infixos
Morfologia
É a parte da gramática que estuda a estrutura, formação, flexão e classificação das palavras.
As palavras são constituídas de morfemas.

São eles:

  • Radical
  • Afixos
  • Infixos
  • Vogal Temática
  • Tema
  • Desinências
  • Radical

É o elemento comum de palavras cognatas também chamadas de palavras da mesma família. É responsável pelo significado básico da palavra.
Ex.:
terra,  terreno, terreiro, terrinha, enterrar, terrestre...

Atenção:

Às vezes, ele sofre pequenas alterações. Ex.:
dormir, durmo;
querer, quis;

As palavras que possuem mais de um radical são chamadas de compostas.


Afixos

São partículas que se anexam ao radical para formar outras palavras.
Existem dois tipos de afixos:

Prefixos
Colocados antes do radical.

Ex.:

   * desleal
    * ilegal


Sufixos
Colocados depois do radical.

Ex.:

    * folhagem
    * legalmente



Infixos

São vogais ou consoantes de ligação que entram
na formação das palavras para facilitar a pronúncia.
Existem em algumas palavras por necessidade fonética.
Os infixos não são significativos, não sendo considerados morfemas.

Ex.:

   * café-cafeteira
    * capim-capinzal
    * gás-gasômetro

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[Morfologia / Gramática] Substantivo

Substantivo


1- Palavra que dá nome aos seres, variável em gênero, número e grau.

2- Classificação:
  • Primitivo: não deriva de outra palavra.
    Ex: Casa, flor, porta, etc.
  • Derivada: deriva de outra palavra
    Ex: Casinha, floricultura, portão, etc.
  • Simples: Possui apenas um radical
    Ex: Couve, Casa, etc.
  • Composto: possui dois ou mais radicais
    Ex: couve-flor, passatempo, etc.
  • Concreto: Existencia real ou imaginária, são independentes
    Ex: mesa, fada, animal, etc.
  • Abstrato:  Sentimentos, ação, qualidades, são dependentes.
    Ex: amor, morte, dor, etc.
  • Comum: Denomina ser de qualquer espécie
    Ex: aluno, cão, gato, etc.
  • Próprio:: Denomina ser particular da espécie
    Ex: Cláudio, Eduardo. Nomes de lugares, pessoas, marcas, etc.
  • Coletivo: substantivo que denomina coleção
    Ex: álbun(fotos, selos), Cardume(peixes) Caravana(viajantes)

3- Flexão de gênero:
  • Biforme: mudança de radical (heterônimas)
    Ex: Homem-Mulher, cavalheiro-dama,etc.
    mudança de desinencia
    Ex: Aluno-Aluna, moço-moça, etc.
  • Uniforme
    • Epicenos: referem-se aos animais
      Ex:o jacaré (macho ou fêmea), a onça (macho ou fêmea)
    • Comum-de-dois (comum de dois gêneros): Referem-se a pessoas, o determinante revela o gênero
      Ex:o/a artista, dentista belo/bela
    • Sobre comuns: referem-se a pessoas
      Ex:a criança(do sexo masculino ou feminino), a criança(do sexo masculino ou feminino)

    • Mudança de gênero e de significado
      a cabeça: parte do corpo humano
      o cabeça: líder
      a moral: ética, bons costumes
      o moral: autoridade

4- Flexão de número:
  • Plural dos substantivos simples terminados em:
    • Vogal ou ditongo: Coloca-se ''s''
      Ex:Isca(Iscas), Cachorro(Cachorros), gato(gatos),etc.
    • ão: ões, ães, ãos
      Ex:Cao(Cães), Balao(Balões), Cristao(Cristãos),etc.
    • X: Monossílabos -->ganham ''es'' não monossílabos: pelo determinante
      Ex: o sax(saxes), o toráx(os toráx)
    • R ou Z: coloca-se ''es''
      Ex:Açúcar(Açúcares), raíz(raízes)
    • EL, OL, AL, UL: Troca-se ''L'' por ''is''
      Ex:animal(animais), farol(faróis), papel(papeis),etc.
    • IL: Oxítonas: troca-se ''L'' por ''S''  não oxítonas: troca ''IL'' por ''EIS''
      Ex:Barril(Barris), míssel(mísseis)

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[Morfologia / Gramática] Palavras Denotativas

Palavras Denotativas

Série de palavras que se assemelham ao advérbio. A NGB considera-as apenas como palavras denotativas, não pertencendo a nenhuma das 10 classes gramaticais.

  • Classificam-se em função da idéia que expressam:

Adição - ainda, além disso etc. (Comeu tudo e ainda queria mais)

Afastamento - embora (Foi embora daqui)

Afetividade - ainda bem, felizmente, infelizmente (Ainda bem que passei de ano)
   
Aproximação - quase, lá por, bem, uns, cerca de, por volta de etc. (É quase 1h a pé)

Designação - eis (Eis nosso carro novo)

Exclusão - apesar, somente, só, salvo, unicamente, exclusive, exceto, senão, sequer, apenas etc. (Todos saíram, menos ela / Não me descontou sequer um real)

Explicação - isto é, por exemplo, a saber etc. (Li vários livros, a saber, os clássicos)

Inclusão - até, ainda, além disso, também, inclusive etc. (Eu também vou / Falta tudo, até água)

Limitação  - só, somente, unicamente, apenas etc. (Apenas um me respondeu / Só ele veio à festa)

Realce - é que, cá, lá, não, mas, é porque etc. (E você lá sabe essa questão?)

Retificação  - aliás, isto é, ou melhor, ou antes etc. (Somos três, ou melhor, quatro)

Situação - então, mas, se, agora, afinal etc. (Afinal, quem perguntaria a ele?)

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[Morfologia / Gramática] Artigo

Artigo

Classe variável que define ou indefine um substantivo.

Podem ser:
  • Definidos: o/a, os/as
  • Indefinidos : um/uma, uns/umas

Flexionam-se em:
  • Gênero
  • Número

Servem para:

Substantivar uma palavra que geralmente é usada como pertencente a outra classe.

Exemplo

A verde (adjetivo)
O verde (substantivo) da camisa, não (advérbio) quero
Deu um não (substantivo) como resposta.

Evidenciar o gênero do substantivo.

Exemplo

O colega (colega homem)
A colega  (colega menina)
O cônjuge (cônjuge homem)

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[Morfologia / Gramática] Preposição

Preposição
Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o segundo ao primeiro. Isso significa que a preposição é o termo que liga substantivo  a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo  a substantivo, advérbio a substantivo, etc. Só não pode ligar verbo a verbo: o termo que liga dois verbos (e suas orações) é a conjunção. Junto com as posposições e as raríssimas circumposições, as preposições formam o grupo das adposições.


Exemplo: "Os alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles comovidos", teremos como elementos da oração os alunos, o colégio, o verbo assistir, o filme, Walter Salles e a qualidade dos alunos comovidos. O restante é preposição. Observe: "do" liga "alunos" a "colégio", "ao" liga "assistiram" a "filme", "de" liga "filme" a "Walter Salles". Portanto são preposições.

O termo que antecede a preposição é denominado regente e o termo que a sucede, regido. Portanto, em "Os alunos do colégio...", teremos: os alunos = elemento regente; o colégio = elemento regido.

Essenciais


Aquelas que só funcionam como preposição, são elas:

    * a, contei um segredo a ele
    * ante,
    * após,
    * até,
    * com,
    * contra, lutamos contra todas as adversidades
    * de,
    * desde,
    * em,
    * entre,
    * para,
    * per,
    * perante,
    * por,
    * sem,
    * sob,
    * sobre,
    * trás,
    * da (de+a).

Mas existe a contração de algumas palavras. Observação: Na linguagem informal, a preposição para reduz-se frequentemente à forma pra.

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[Fonética / Gramática] Fonemas! (Conceitos, Aparelhos e vogais!)

Fonemas!  (Conceitos, Aparelhos e vogais!)


Fonemas são as entidades capazes de estabelecer distinção entre as palavras.
Exemplos: casa/capa, muro/mudo, dia/tia

 A troca de um único fonema determina o surgimento de outra palavra ou um som sem sentido.
O fonema se manifesta no som produzido e é registrado pela letra.
O fonema /z/, por exemplo, pode ser representado por várias letras: z (fazenda), x (exagerado), s (mesa).
acabam produzindo o mesmo som, mas interpretados por letras diferentes!



Os sons da fala são produzidos pelo aparelho fonador.
O aparelho fonador é constituído de:


  • pulmões
  • brônquios e traquéia
  • laringe
  • glote
  • cordas vocais
  • faringe
  • úvula
  • boca e órgãos anexos
  • fossas nasais




Quanto à zona de articulação
A zona de articulação está relacionada com a região da boca onde as vogais são articuladas.

   a- média é articulada com a língua abaixada, quase em repouso.
         Ex.: a (pasta)
    b- anteriores  são articuladas com a língua elevada em direção ao palato duro, próximo ao dentes.
         Ex.: é (pé ), ê (dedo ), i (botina )
    c- posteriores são articuladas quando a língua se dirige ao palato mole.
         Ex.: ó (pó), ô (lobo), u ( resumo)


Quanto ao papel das cavidades bucal e nasal
A corrente de ar pode passar só pela boca (orais) ou simultaneamente pela boca e fossas nasais (nasais).

    a- orais:
        Ex.: (pata), (sapé), (veia), (vila), (sol), (aborto), (fluxo)
   b- nasais:
        Ex.: (fã), (tempo), (cinto), (sombrio), (fundo)


Quanto à intensidade

A intensidade está relacionada com a tonicidade da vogal.

    a- tônicas:
         Ex.: café, cama
   b- átonas:
         Ex.: massa,  bote


Quanto ao timbre

O timbre está relacionado com a abertura da boca

    a- abertas:
        Ex.: (sapo), (neve),, (bola)
    b- fechadas:
        Ex.: ê (mesa), ô (domador),, i (bico), u (útero) e todas as nasais
    c- reduzidas:
         são as vogais reduzidas no timbre já que são vogais átonas (orais ou nasais, finais ou internas).
         Ex.: (cara, cantei)

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[Fonética / Gramática] Fonemas! (Clas. das Consoantes, Digrafos e Clas. dos Fonemas)

Fonemas! (Clas. das Consoantes, Digrafos e Clas. dos Fonemas)



As consoantes são classificadas de acordo com quatro critérios:


Modo de articulação:
É a forma pela qual as consoantes são articuladas.
Quanto ao modo de articulação, as consoantes podem ser oclusivas ou constritivas.

a- Nas oclusivas existe um bloqueio total do ar.
b- Nas constritivas existe um bloqueio parcial do ar.



Ponto de articulação:
É o lugar onde a corrente de ar é articulada (lábios, dentes, palato. . .)
De acordo com o ponto onde é articulada, as consoantes são classificadas em:

a- bilabiais-
lábios + lábios.
b- labiodentais-
lábios + dentes superiores.
c- linguodentais-
língua + dentes superiores.
d- alveolares-
língua + alvéolos dos dentes.
e-  palatais-
dorso do língua + céu da boca
f- velares-
parte superior da língua + palato mole


função das cordas vocais:
Se a cordas vocais  vibrarem, a consoante será sonora;
No caso contrário, a consoante será surda.



Função das cavidades bucal e nasal:
Caso o ar saia somente pela boca, as consoantes serão orais;
Se sair também pelas  fossas nasais, as consoantes serão nasais.




É a união de duas letras representando um só fonema.Observe que no caso dos dígrafos não há correspondência direta entre o número de letras e o número de fonemas.



Dígrafos que desempenham a função de consoantes:
ch (chuva), lh (molho), nh(unha), rr(carro) e outros



Dígrafos que desempenham a função de vogais nasais:
am (campo), en (bento), om (tombo) e outros



Os fonemas da língua portuguesa classificam-se em vogais, semivogais e consoantes.



Vogais:
são fonemas pronunciados sem obstáculo à passagem de ar, chegando livremente ao exterior.
Ex.: pato, bota



Semivogais:
São os fonemas que se juntam a uma vogal, formando com esta uma só sílaba:
Ex.: couro, baile

Observe que só os fonemas /i/ e /u/ átonos funcionam como semivogais.
Para que não sejam confundidos com as vogais i e u serão representados por [y] e [w]
e chamados respectivamente de iode e vau.



Consoantes:
São fonemas produzidos mediante a resistência que os órgãos bucais
(língua, dentes, lábios) opõem à passagem de ar.
Ex.: caderno, lâmpada.

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[Fonética / Gramática] Fonemas! (Enc. vocálicos |Hiato. Dito. e Trito.| e Enc. consonantais)

Fonemas! (Enc. vocálicos |Hiato. Dito. e Trito.| e Enc. consonantais)



Á três tipos de encontros vocálicos: ditongo, hiato e tritongo.


Ditongo:
É a junção de uma vogal + uma semivogal (ditongo decrescente),
ou vice-versa (ditongo crescente), na mesma sílaba
Ex.: noite (ditongo decrescente), quase (ditongo crescente).

Às vezes as vogais se juntam na mesma sílaba. Nesse caso, pode ocorrer o que chamamos de um ditongo:
Ex.: sé-rie, Pás-coa, lei, bei-jo, meu


Os ditongos podem ser crescentes ou decrescentes:

O ditongo é crescente quando a segunda vogal do ditongo é a mais forte.
Ex.: qua-se, goe-la, a-quá-rio, sa-gui, fre-quen-te


O ditongo é decrescente quando a primeira vogal do ditongo é a mais forte.
Ex.: he-rói, boi, cai, céu, fui


Orais e nasais
Os ditongos podem ser orais ou nasais, de acordo com o modo de pronunciá-los.
O ditongo é oral quando suas vogais são orais, os seus sons são produzidos exclusivamente pela boca.
Ex.: má-goa, cí-lios, gló-ria, rai-va, meu

O ditongo é nasal quando suas vogais são nasais, ou seja,
os sons passam também pelo nariz ou sofrem uma nasalização.
Ex.: mãe, cãi-bra, põe, pão, chão


Hiato:
Quando as vogais se encontram em sílabas diferentes, embora estejam em sequência, temos um hiato.

Veja a diferença entre sai e saí. Em sai temos um ditongo,
com as duas vogais na mesma sílaba, enquanto em saí temos um hiato,
pois as duas vogais estão em sílabas diferentes (sa-í).
Ex.: hi-a-to, en-jo-o, ál-co-ol, ba-ú, jo-e-lho


Tritongo:
Existem casos em que três vogais fazem parte da mesma sílaba.
a junção de semivogal + vogal + semivogal, formando uma só sílaba.
Ex.: Pa-ra-guai, quais, es-piões, en-xa-guei, a-ve-ri-guou

Os tritongos também podem ser orais ou nasais. O tritongo é oral quando suas vogais são orais.
Ex.: quais, fiéis, en-xa-guou, a-ve-ri-guei

O tritongo é nasal quando suas vogais são nasais.
Ex.: sa-guão, sa-guões, en-xá-guem, es-piões, ba-rões



Quando existe uma seqüência de duas ou mais consoantes em uma mesma palavra,
denominamos essa seqüência de encontro consonantal.
O encontro pode acorrer:

    na mesma sílaba: cla-ri-da-de, fri-tu-ra, am-plo.
    em sílabas diferentes: af-ta, com-pul-só-rio

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[Fonética / Gramática] Concordância verbal

Concordância verbal

  • Regra geral

O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

Ex: Bancários iniciam campanha eleitoral.
Concordância do verbo com o sujeito composto

  • 1º Caso

Quando o sujeito composto vier anteposto ao verbo, o verbo irá para o plural. Ex: O milho e a soja subiram de preço.

Obs.: Quando os núcleos do sujeito forem sinônimos, o verbo poderá ficar no singular ou no plural.
Ex: Medo e terror nos acompanha (acompanham) sempre.

Quando os núcleos do sujeito vierem resumidos por tudo, nada, alguém ou ninguém, o verbo ficará no singular.
Ex: Dinheiro, mulheres, bebida, nada o atraía.

Quando o sujeito for formado por núcleos dispostos em gradação (ascendente ou descendente) o verbo ficará no singular ou no plural. Ex: Uma briga, um vento, o maior furacão não os inquietava (inquietavam).

  • 2º. Caso

Quando o sujeito composto vier posposto ao verbo, o verbo irá para o plural ou concordará apenas com o núcleo do sujeito que estiver mais próximo.
Ex: Chegou o pai e a filha. Chegaram o pai e a filha.

  • 3º. Caso

Quando o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais diferentes, o verbo irá para o plural na pessoa que tiver prevalência. 1º , 2º , 3º. 2º , 3º.

Ex: Eu, tu e ele fizemos o exercício. Tu e ele fizeste / fizeram.

  • 4º. Caso

Quando os núcleos do sujeito vierem ligados pela conjunção "ou" , o verbo ficará no singular se houver idéia de exclusão. Se houver idéia de inclusão o verbo irá para o plural.

Ex: Pedro ou Antônio será o presidente do clube.
(Exclusão) Laranja ou mamão fazem bem a saúde. (Inclusão)

Casos especiais de concordância verbal

  • 1º. Caso

Com a expressão "um dos que" o verbo ficará no singular e no plural. O plural é construção dominante.
Ex: Você é um dos que mais estudam (estuda).

  • 2º. Caso

Quando o sujeito for constituído das expressões "mais de", "menos de", "cerca de" o verbo concordará com o numeral que segue as expressões.
Ex: Mais de uma pessoa protestou contra a lei. Mais de vinte pessoas protestaram contra a decisão.

Obs.: Com a expressão "mais de um"pode ocorrer o plural:- Quando o verbo dá idéia de ação recíproca (troca de ações).

Ex: Mais de uma pessoa se abraçaram.- Quando a expressão "mais de um" vem repetida.
[colo=red]Ex:[/color] Mais de um amigo, mais de um parente estavam presentes.

  • 3º. Caso

Se o pronome interrogativo ou indefinido estiver no singular o verbo só concordará com ele. Se esses pronomes estiverem no plural o verbo concordará com ele ou com o pronome pessoal.

Ex: Qual de nós? Alguns de nós. Qual de nós viajará? Quais de nós viajarão (viajaremos)?

  • 4º. Caso

Quando o sujeito for um coletivo o verbo ficará no singular.

Ex: A multidão gritava desesperadamente.

Obs.: Quando o coletivo vier seguido de um adjunto no plural, o verbo ficará no singular ou poderá ir para o plural.

Ex: A multidão de torcedores gritava (gritavam) desesperadamente.

  • 5º. Caso

Quando o sujeito de um verbo for pronome relativo "que", o verbo concordará com o antecedente deste pronome.

Ex: Sou eu que pago.

  • 6º. Caso

Quando o sujeito de um verbo for um pronome relativo "quem", o verbo concordará com o antecedente ou ficará na 3º pessoa do singular concordando com o sujeito quem.

Ex: Sou eu quem paga (pago).

  • 7º. Caso

Quando o sujeito for formado por nome próprio que só tem plural, não antecipado de artigo, o verbo ficará no singular; se o nome próprio vier antecipado de artigo o verbo irá para o plural.

Ex: Minas Gerais possui grandes fazendas. Os Estados Unidos são uma nação poderosa.

  • 8º. Caso

Os verbos impessoais ficam sempre na 3º pessoa do singular.

Ex: Faz 5 anos... Havia crianças na fila.

Obs.: Também fica na 3º pessoa de singular o verbo auxiliar que se põe junto a um verbo impessoal formando uma locução verbal.

Ex: Deve haver crianças na fila. - O verbo existir não é impessoal.

Ex: Existiam crianças na fila. Devem existir crianças na fila. (O verbo auxiliar de um verbo pessoal concordará com o sujeito).

  • 9º. Caso

Com os verbos "dar", "bater", "soar" se aparecer o sujeito"relógio"a concordância se fará com ele; se não aparecer com o sujeito "relógio" a concordância se fará com o número de horas.

Ex: O relógio deu cinco horas. Deram cinco horas no relógio da matriz. ... relógio da matriz: Adjunto adverbial de lugar.

  • 10º.  Caso

Quando o sujeito for formado por um pronome de tratamento o verbo irá sempre para 3º pessoa. Vossa Excelência leu meus relatórios?

  • 11º.  Caso

Quando "se" funcionar como partícula apassivadora o verbo concordará normalmente com o sujeito da oração.

Ex: Pintou-se o carro. Alugam-se casas.

  • 12º.  Caso

Quando o "se" funcionar como Índice de Indeterminação do Sujeito o verbo ficará sempre na 3º pessoa do singular.

Ex: Precisa-se de secretária. Vive-se bem aqui.

  • 13º.  Caso

O verbo parecer, seguido de infinitivo admite duas construções: - Flexiona-se o verbo parecer e não se flexiona o infinitivo. - Flexiona-se o infinitivo e não flexiona-se o verbo parecer.

Ex: Os prédios parecem cair. Os prédios parece caírem.
Concordância com o verbo ser

A- Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO: o verbo ser ou parecer concordarão com o predicativo.

Ex.: Tudo são flores./Aquilo parecem ilusões.

Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer enfatizá-lo.

Ex.: Aquilo é sonhos vãos.

B- O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for os pronomes interrogativos QUE ou QUEM.

Ex.: Que são gametas?/ Quem foram os escolhidos?

C- Em indicações de horas, datas, tempo, distância: a concordância será com a expressão numérica

Ex.: São nove horas./ É uma hora.

Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias pois subentende-se a palavra dia.

Ex.: Hoje são 24 de outubro./ Hoje é (dia) 24 de outubro.

D- Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a concordância se dará com o pronome.

Ex.: Aqui o presidente sou eu.

Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que aparece primeiro, considerando o sujeito da oração.

Ex.: Eu não sou tu

E- Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o predicativo.

Ex.: O menino era as esperanças da família.

F-  Nas locuções é pouco, é muito, é mais de, é menos de junto a especificações de preço, peso, quantidade, distância e etc, o verbo fica sempre no singular.

Ex.: Cento e cinqüenta é pouco./ Cem metros é muito.

G-  Nas expressões do tipo ser preciso, ser necessário, ser bom o verbo e o adjetivo podem ficar invariáveis, (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo no masculino singular) ou concordar com o sujeito posposto.

Ex.: É necessário aqueles materiais./ São necessários aqueles materiais.

H- Na expressão é que, usada como expletivo, se o sujeito da oração não aparecer entre o verbo ser e o que, ficará invariável.Se aparecer, o verbo concordará com o sujeito.

Ex.: Eles é que sempre chegam atrasados./ São eles que sempre chegam atrasados.

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[Fonética / Gramática] Translineação / Separação silábica

Translineação


Separação silábica


A divisão silábica deve ser feita a partir da soletração, ou seja, dando o som total das letras que formam cada sílaba, cada uma de uma vez.

Usa-se o hífen para marcar a separação silábica.
Normas para a divisão silábica:

Não se separam os ditongos e tritongos: Como ditongo é o encontro de uma vogal com uma semivogal na mesma sílaba, e tritongo, o encontro de uma vogal com duas semivogais também na mesma sílaba, é evidente que eles não se separam silabicamente. Por exemplo:

Ex.
Au-las / au = ditongo decrescente oral.
Guar-da / ua = ditongo crescente oral.
A-güei / uei = tritongo oral.

Separam-se as vogais dos hiatos: Como hiato é o encontro de duas vogais em sílabas diferentes, obviamente as vogais se separam silabicamente. Cuidado, porém, com a sinérese ee e uu, conforme estudamos em encontros vocálicos. Por exemplo:

Ex.
Pi-a-da / ia = hiato
Ca-ir / ai = hiato
Ci-ú-me / iú = hiato
Com-pre-en-der ou com-preen-der (sinérese)

Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu:

Ex. Cho-ca-lho / ch, lh = dígrafos inseparáveis.
Qui-nhão / qu, nh = dígrafos inseparáveis.
Gui-sa-do / gu = dígrafo inseparável.

Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs:

Ex. Ex-ces-so / xc, ss = dígrafos separáveis.
Flo-res-cer / sc = dígrafo separável.
Car-ro-ça / rr = dígrafo separável.
Des-ço / sç = dígrafo separável.

Separam-se os encontros consonantais impuros: Encontros consonantais impuros, ou disjuntos, são consoantes em sílabas diferentes.

Ex.
Es-co-la
E-ner-gi-a
Res-to

Separam-se as vogais idênticas e os grupos consonantais cc e cç: Lembre-se de que há autores que classificam ee e uu como sinérese, ou seja, aceitam como hiato ou como ditongo essas vogais idênticas.

Ex.
Ca-a-tin-ga
Re-es-tru-tu-rar
Ni-i-lis-mo
Vô-o
Du-un-vi-ra-to

Prefixos terminados em consoante:

Ligados a palavras iniciadas por consoante: Cada consoante fica em uma sílaba, pois haverá a formação de encontro consonantal impuro.


Ex.
Des-te-mi-do
Trans-pa-ren-te
Hi-per-mer-ca-do
Sub-ter-râ-neo

Ligados a palavras iniciadas por vogal: A consoante do prefixo ligar-se-á à vogal da palavra.

Ex.
Su-ben-ten-di-do
Tran-sal-pi-no
Hi-pe-ra-mi-go
Su-bal-ter-no

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[Fonética / Gramática] Concordância Nominal

Concordância Nominal

O adjetivo e as palavras adjetivas (artigo, numeral e pronome) concordam em gênero e número com o substantivo a que se refere.
Ex: Revistas novas. (Feminino - Feminino, Plural - Plural).

Um só adjetivo qualificando mais de um substantivo.

Adjetivo posposto aos substantivos.

  • 1º. Caso

Quando o adjetivo é posposto a vários substantivos do mesmo gênero, ele vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
Ex: Tamarindo e limão azedos (azedo).

  • 2º. Caso

Se os substantivos forem de gêneros diferentes, o adjetivo pode ir para o plural masculino ou pode concordar com o substantivo mais próximo.
Ex: Tamarindo e laranja azedos (azeda).

  • 3º. Caso

Quando o adjetivo posposto funciona como predicativo, vai obrigatoriamente para o plural.
Ex.: O tamarindo e a laranja são azedos.

Adjetivo anteposto aos substantivos

  • 1º. Caso

Quando o adjetivo vem anteposto aos substantivos, concorda com o mais próximo.
Ex.:  Ele era dotado de extraordinária coragem e talento.

  • 2º. Caso

Quando o adjetivo anteposto funciona como predicativo, pode concordar com o substantivo mais próximo ou pode ir para o plural.
Ex: Estavam desertos a casa e o barraco. Estava deserta a casa e o barraco.

Um só substantivo e mais de um adjetivo

  • 1º. Caso

Ex.:  O produto conquistou o mercado europeu e o americano. O substantivo fica no singular e repete-se o artigo.

  • 2º. Caso

Ex.: O produto conquistou os mercados europeu e americano.
O substantivo vai para o plural e não se repete o artigo

Outros casos de concordância nominal
  • 1º. Caso

Bastante: - Função adjetiva: Variável - refere-se a substantivo.

Função adverbial: Invariável - refere-se a verbo, adjetivo e a advérbio.
Ex.: Ele tem bastantes amigos (substantivo).
Eles trabalham (verbo) bastante.
Elas são bastante simpáticas (adjetivo).

Obs.: - Nessa regra, podemos incluir ainda as seguintes palavras: meio, muito, pouco, caro, barato, longe. Só variam se acompanhar o substantivo.

  • 2º. Caso

Palavras como: quite, obrigado, anexo, mesmo, próprio, leso e incluso são adjetivos. Devem, portanto, concordar com o nome a que se referem.
Ex.: Nós estamos quites com o serviço militar.
Ela mesma fez o café.
Obs.: A expressão "em anexo" é invariável.
Ex.: As cartas seguem em anexo.

  • 3º. Caso

Se nas expressões: "é proibido", "é bom", "é preciso" e "é necessário", o sujeito não vier antecipado de artigo, tanto o verbo de ligação quanto o predicativo ficam invariáveis.
Ex.: É proibido entrada.
Se o sujeito dessas expressões vier determinado por artigo ou pronome, tanto o verbo de ligação quanto o predicativo variam para concordar com o sujeito.
Ex.: É proibida a entrada.

  • 4º. Caso

As palavras: alerta, menos e pseudo são invariáveis.
Ex.: Os vestibulandos estão alerta. Nesta sala há menos carteiras.

Algumas observações

Nas expressões "o mais ... possível" e "os mais ... possíveis" , o adjetivo "possível"concorda com o artigo que inicia a expressão. Ex.: Carro o mais veloz possível. Carros os mais velozes possíveis. Carros o mais velozes possível.
Só

A) Quando tem o significado de sozinho(s) ou sozinha(s) essa palavra vai para o plural.

Exemplo:

Joana ficou só em casa. (sozinha)
Lúcia e Lívia ficaram sós. (sozinhas)

B) Ela é invariável quando significa apenas/somente.

Exemplo:

Depois da guerra só restaram cinzas. (apenas)
Eles queriam ficar só na sala. (apenas)

OBS:A locução adverbial a sós é invariável.

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[Estilística / Gramática] Adjunto Adnominal e Adjunto Adverbial

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  • Adjunto Adnominal

O Adjunto Adnominal  , seja ele representado por um adjetivo, um artigo, um numeral, um pronome, por gravitar em torno de um substantivo, é uma função adjetiva da oraçao. Ou seja, liga-se ao substantivo

Fazem parte do quadro dos Adjuntos Adnominais:

Adjetivos:
O dia ensolarado está contagiante.
Seu sorriso maroto é lindo.

Locuções Adjetivas:
O passeio de campo nos deixou exaustas.
A água da chuva regou todas as plantas.

Pronome adjetivo:
Minha culpa é meu segredo
Este teu olhar felino incendeia (Clarice Lispector)

Artigos:
Um novo sonho ressurgiu.
Os  alunos surpreenderam os professores.

Numerais:
O segundo da fila é meu irmão.
Comemos a metade da pizza.

Orações adjetivas:
Não quero saber do lirismo que não é libertação.
Admiro as pessoas que persistem.
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  • Adjunto Adverbial

Adjunto Adverbial é o termo da oração que modifica, que funciona como advérbio, indicando a circunstância da ação do adjetivo ou de um artigo,outro advérbio. Ou seja, liga-se ao verbo.

Essas circunstâncias podem expressar:

Afirmação: Hoje, com certeza, irei ao clube.

Negação: O trabalho não ficou como era esperado.

Intensidade: Esta é uma questão muito fácil de resolver.

Dúvida: Talvez eu vá precisar de sua ajuda.

Tempo: Durante todo o tempo ela se mostrou insatisfeita.

Companhia: Comemoraremos com os amigos o bom resultado do vestibular.

Causa: Rimos durante toda a reunião por nervosismo.

Finalidade: Eu estudo para obter boas notas.

Lugar: Estamos em Brasília desde a semana passada.

Meio ou Instrumento: Ele se feriu com a faca.

Modo: Calmamente fomos nos interagindo durante o evento.

Basta você interpretar a situação para conseguir distinguir cada tipo de adjunto adverbial.
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[Estilística / Gramática] Termos da oração (Sujeito, Predicado e Vocativo)

Termos da oração (Sujeito, Predicado e Vocativo)

Temos essenciais
Sujeito

É o termo da oração do qual se declara alguma coisa.
Ex.:
No céu, um sol claro anuncia o verão.

Características do Sujeito:

I. Pode ser identificado através da pergunta "quem é que"... (ou "que é que"...),
feita antes do verbo da oração. Que(m) é que + verbo?  Resposta=sujeito
II. É substituível por ele(s), ela(s)
III. O verbo concorda com o sujeito.

Classificação do Sujeito:

I. Simples:
tem um único núcleo.
Ex.: O velho navio aproximava-se do cais.

II. Composto:
tem dois ou mais núcleos
Ex.: As ruas e as praças estão vazias.

III. Oculto, elíptico ou desinencial:
o sujeito pode ser identificado pela desinência do verbo ou pelo contexto em que aparece.
Ex.: Voltarás para casa (sujeito: tu)

IV. Indeterminado:
Quando não é possível determinar o sujeito.
Com verbos na 3ª pessoa do plural sem referência a elemento anterior.
Exemplo: Atualmente, espalham muitos boatos.
Com verbo na 3ª pessoa do singular + se (em orações que não admitem a voz passiva analítica)
Exemplo:  Precisou-se de novos professores.

Orações sem sujeito:

I. Verbo haver significando existir, acontecer e indicando tempo passado.
Ex.:
Aqui já houve grandes festas.
Amanhã faz dez anos que ele partiu.

II. Verbo ser indicando tempo, horas, datas e distâncias.
Ex.: Agora são cinco e doze da tarde.

III. Verbos indicativos de fenômenos da natureza.
Ex.: Ontem à tarde, ventou muito aqui.

Predicativo

É tudo que se diz do sujeito. (Retirando o sujeito, o que fica na oração é o Predicado.)

Predicado verbal:

Apresenta verbos sem ligação.
Apresenta predicativo (só do sujeito).
O núcleo é predicativo.
Ex.: Eles estavam furiosos.
Predicado verbo-nominal:

Apresenta verbo significativo
Apresenta predicativo (do sujeito ou de objeto)
Dois núcleos: o verbo e o predicativo.
Ex.:
Eles invadiram furiosos a loja.
Todos consideram ruim o filme.

Vocativo
Observe as orações:

1. Amigos, vamos ao cinema hoje?
2. Lindos, nada de bagunça no refeitório!

Os termos “amigos” e “lindos” são vocativos, usados para se dirigir a quem escuta de formas ou intenções diferentes, como nos períodos anteriores: a utilização de um substantivo na primeira frase e de um adjetivo na segunda. Podemos concluir que:

Vocativo: é a palavra, termo, expressão utilizada pelo falante para se dirigir ao interlocutor por meio do próprio nome, de um substantivo, adjetivo (característica) ou apelido.

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[Estilística / Gramática] Conceito Essenciais

Conceito Essenciais


1-Frase

É a reunião de palavras que expressam uma idéia completa, constitui o elemento fundamental da linguagem, não precisa necessariamente conter verbos.

Ex.:"Final de ano, início de tormento".

2-Oração

É idéia que se organiza em torno de um verbo.

Ex.: "Tudo começa  com o pagamento da dívida."

Dica

O verbo pode estar elíptico (não aparece, mas existe)
Ex.: "O Jeca-Tatu de Monteiro Lobato fez tanto sucesso quanto (fizeram) os Fradinhos que Henfil lançou nas páginas do Pasquim."

3-Período

É o conjunto de orações. Ele pode ser constituído por uma ou mais orações.
O período pode ser:
Simples- constituído por apenas uma oração
Ex.: "Macunaíma é o herói com muita preguiça e sem nenhum caráter".

Composto- constituído por mais de uma oração.
Ex.: "Nós não podemos fingir /que as crianças não têm inconsciente".

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[Estilística / Gramática] Aposto

Aposto

Termo ou expressão de caráter individualizador ou de esclarecimento, que acompanha um elemento da oração, qualquer que seja a função deste.

Conforme o sentido que empresta a seu referente, pode ser analisado como:

Explicativo - Mariovaldo, meu primo, esteve aqui.

Enumerativo - Eis os três rapazes: José, Ruan e Sérgio

Recapitulativo ou resumitivo - Os pais, os netos e as primas, todos estavam radiantes

Distributivo - Matemática e Biologia são ciências, aquela exata e esta humana

Aposto de oração - A resposta foi ríspida, sinal de ignorância / Foi rápido nos exercícios, fato que me surpreendeu

Especificativo - O poeta Olavo Bilac / O estado de Tocantins / A serra de Teresópolis

  • Observação

O aposto especificativo não se confunde com adj. adnominal pois, no caso do aposto, ambos os termos designam o mesmo ser. Ex.: A cidade de Londres ¹ A neblina de Londres

Caso faça referência a OI, CN ou adj. adverbial, pode aparecer precedido de preposição.

De maneira geral, o aposto explicativo é destacado por pausas, podendo ser representadas por vírgulas, dois pontos ou travessões. Pode vir precedido de expressões explicativas do tipo: a saber, isto é, quer dizer etc.

  • Observação

Aposto especificativo não se separa de seu referente por nenhum sinal de pontuação. Neste caso, pode o aposto vir precedido de preposição.

Cabe observar o aposto nestas proposições: Ele salvou-se do naufrágio, porém jóias, roupas, documentos, o mais naufragou com o navio / (...) porém, o mais - jóias, roupas, documentos - naufragou com o navio.

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[Estilística / Gramática] Vícios de Linguagem

Vícios de Linguagem

  • DEFINIÇÃO

São alterações defeituosas que sofre a língua em sua pronúncia e escrita devidas à ignorância do povo ou ao descaso de alguns escritores. São devidas, em grande parte, à suposta idéia da afinidade de forma ou pensamento.

Os vícios de linguagem são: barbarismo, anfibologia, cacofonia, eco, arcaísmo, vulgarismo, estrangeirismo, solecismo, obscuridade, hiato, colisão, neologismo, preciosismo, pleonasmo.

  • BARBARISMO

É o vício de linguagem que consiste em usar uma palavra errada quanto à grafia, pronúncia, significação, flexão ou formação. Assim sendo, divide-se em: gráfico, ortoépico, prosódico, semântico, morfológico e mórfico.

Gráficos: hontem, proesa, conssessiva, aza, por: ontem, proeza, concessiva e asa.

Ortoépicos:  interesse, carramanchão, subcistir, por: interesse, caramanchão, subsistir.

Prosódicos: pegada, rúbrica, filântropo, por: pegada, rubrica, filantropo.

Semânticos: Tráfico (por tráfego) indígena (como sinônimo de índio, em vez de autóctone).

Morfológicos:  cidadões, uma telefonema, proporam, reavi, deteu, por: cidadãos, um telefonema, propuseram, reouve, deteve.

Mórficos: antidiluviano, filmeteca, monolinear, por: antediluviano, filmoteca, unlinear.

OBS.: Diversos autores consideram barbarismo palavras, expressões e construções estrangeiras, mas, nesta apostila, elas serão consideradas "estrangeirismos."

  • AMBIGÜIDADE OU ANFIBOLOGIA

É o vício de línguagem que consiste em usar diversas palavras na frase de maneira a causar duplo sentido na sua interpretação.

Ex.: Não se convence, enfim, o pai, o filho, amado. O chefe discutiu com o empregado e estragou seu dia. (nos dois casos, não se sabe qual dos dois é autor, ou paciente).

  • CACOFONIA

Vício de linguagem caracterizado pelo encontro ou repetição de fonemas ou sílabas que produzem efeito desagradável ao ouvido. Constituem cacofonias:

A coli

Ex.: Meu Deus não seja já.

O eco

Ex.: Vicente mente consantemente.

O hia

Ex.: Ela iria à aula hoje, se não chovesse

O cacófato

Ex.: Tem uma mão machucada: A aliteração - Ex.: Pede o Papa paz ao povo. O antônimo é a "eufonia".

ECO:

Espécie de cacofonia que consiste na seqüência de sons vocálicos, idênticos, ou na proximidade de palavras que têm a mesma terminação. Também se chama assonância.

Ex.: É possível a aprovação da transação sem concisão e sem associação.

Na poesia, a "rima" é uma forma normal de eco. São expressivas as repetições vocálicas a curto intervalo que visam à musicalidade ou à imitação de sons da natureza (harmonia imitativa); "Tíbios flautins finíssimos gritavam" (Bilac).

  • ARCAÍSMO:

Palavras, expressões, construções ou maneira de dizer que deixaram de ser usadas ou passaram a ter emprego diverso.

Na língua viva contemporânea: asinha (por depressa), assi (por assim) entonces (por então), vosmecê (por você), geolho (por joelho), arreio (o qual perdeu a significação antiga de enfeite), catar (perdeu a significação antiga de olhar), faria-te um favor (não se coloca mais o pronome pessoal átono depois de forma verbal do futuro do indicativo), etc.

  • VULGARISMO:

É o uso lingüístico popular em contraposição às doutrinas da linguagem culta da mesma região.

O vulgarismo pode ser fonético, morfológico e sintático.

Fonético:

A queda dos erres finais: anda, comê, etc. A vocalização do "L" final nas sílabas.

Ex.: mel = meu , sal = saú etc.

A monotongação dos ditongos.

Ex.: estoura = estóra, roubar = robar.

A intercalação de uma vogal para desfazer um grupo consonantal.

Ex.: advogado = adevogado, rítmo = rítimo, psicologia = pissicologia.

Morfológico e sintático:

Temos a simplificação das flexões nominais e verbais.
Ex.: Os aluno, dois quilo, os homê brigou.

Também o emprego dos pronomes pessoais do caso reto em lugar do oblíquo.

Ex.: vi ela, olha eu, ó gente, etc.

  • ESTRANGEIRISMO:

Todo e qualquer emprego de palavras, expressões e construções estrangeiras em nosso idioma recebe denominação de estrangeirismo. Classificam-se em: francesismo, italianismo, espanholismo, anglicismo (inglês), germanismo (alemão), eslavismo (russo, polaço, etc.), arabismo, hebraísmo, grecismo, latinismo, tupinismo (tupi-guarani), americanismo (línguas da América) etc...

O estrangeirismo pode ser morfológico ou sintático.

Estrangeirismos morfológicos:

Francesismo: abajur, chefe, carnê, matinê etc...

Italianismos: ravioli, pizza, cicerone, minestra, madona etc...

Espanholismos: camarilha, guitarra, quadrilha etc...

Anglicanismos: futebol, telex, bofe, ringue, sanduíche breque.

Germanismos: chope, cerveja, gás, touca etc...

Eslavismos: gravata, estepe etc...

Arabismos: alface, tarimba, açougue, bazar etc...

Hebraísmos: amém, sábado etc...

Grecismos: batismo, farmácia, o limpo, bispo etc...

Latinismos: index, bis, memorandum, quo vadis etc...

Tupinismos: mirim, pipoca, peteca, caipira etc...

Americanismos: canoa, chocolate, mate, mandioca etc...

Orientalismos: chá, xícara, pagode, kamikaze etc...

Africanismos: macumba, fuxicar, cochilar, samba etc...

Estrangeirismos Sintáticos:

Exemplos:

Saltar aos olhos (francesismo);

Pedro é mais velho de mim. (italianismo);

O jogo resultou admirável. (espanholismo);

Porcentagem (anglicanismo), guerra fria (anglicanismo) etc...

  • SOLECISMOS:

São os erros que atentam contra as normas de concordância, de regência ou de colocação.

Exemplos:

Solecimos de regência:

Ontem assistimos o filme (por: Ontem assistimos ao filme).

Cheguei no Brasil em 1923 (por: Cheguei ao Brasil em 1923).

Pedro visava o posto de chefe (correto: Pedro visava ao posto de chefe).
Solecismo de concordância:

Haviam muitas pessoas na festa (correto: Havia muitas pessoas na festa)

O pessoal já saíram? (correto: O pessoal já saiu?).
Solecismo de colocação:

Foi João quem avisou-me (correto: Foi João quem me avisou).

Me empresta o lápis (Correto: Empresta-me o lápis).

  • OBSCURIDADE:

Vício de linguagem que consiste em construir a frase de tal modo que o sentido se torne obscuro, embaraçado, ininteligível. Em um texto, as principais causas da obscuridade são: o abuso do arcaísmo e o neologismo, o provincianismo, o estrangeirismo, a elipse, a sínquise (hipérbato vicioso), o parêntese extenso, o acúmulo de orações intercaladas (ou incidentes) as circunlocuções, a extensão exagerada da frase, as palavras rebuscadas, as construções intrincadas e a má pontuação.

Ex.: Foi evitada uma efusão de sangue inútil (Em vez de efusão inútil de sangue).

  • NEOLOGISMO:

Palavra, expressão ou construção recentemente criadas ou introduzidas na língua. Costumam-se classificar os neologismos em:

Extrínsecos: que compreendem os estrangeirismos.

Intrínsecos: (ou vernáculos), que são formados com os recursos da própria língua. Podem ser de origem culta ou popular.

Os neologismos de origem culta subdividem-se em:

Científicos ou técnicos: aeromoça, penicilina, telespectador, taxímetro (redução: táxi), fonemática, televisão, comunista, etc...

Literários ou artísticos: olhicerúleo, sesquiorelhal, paredro (= pessoa importante, prócer), vesperal, festival, recital, concretismo, modernismo etc...

OBS.: Os neologismos populares são constituídos pelos termos de gíria. "Manjar" (entender, saber do assunto), "a pampa", legal (excelente), Zico, biruta, transa, psicodélico etc...

  • PRECIOSISMO:

Expressão rebuscada. Usa-se com prejuízo da naturalidade do estilo. É o que o povo chama de "falar difícil", "estar gastando".

Ex.: "O fulvo e voluptoso Rajá celeste derramará além os fugitivos esplendores da sua magnificência astral e rendilhara d’alto e de leve as nuvens da delicadeza, arquitetural, decorativa, dos estilos manuelinos."

OBS.: O preciosismo também pode ser chamado de PROLEXIDADE.

  • PLEONASMO:

Emprego inconsciente ou voluntário de palavras ou expressões involuntárias, desnecessárias, por já estar sua significação contida em outras da mesma frase.

O pleonasmo, como vício de linguagem, contém uma repetição inútil e desnecessária dos elementos.

Exemplos:

Voltou a estudar novamente.

Ele reincidiu na mesma falta de novo.

Primeiro subiu para cima, depois em seguida entrou nas nuvens.

O navio naufragou e foi ao fundo. Neste caso, também se chama perissologia ou tautologia.

  • GERUNDISMO

Trata-se de um fenômeno com implicações semânticas e pragmáticas, usadas, na maioria dos casos, quando o falante não quer repassar a idéia de ações simultâneas, quando a duração não é prioridade.

O gerundismo é uma locução verbal na qual o verbo principal apresenta-se no gerúndio. Seu uso no português brasileiro é recente, é considerado por muitos como vício de linguagem, uma vez que seu uso é demasiadamente impreciso.
O gerúndio não é nefando, ele pode ser usado para expressar uma idéia, uma ação em curso, que ocorre no momento de outra. O seu correto emprego se dá quando se pretende exprimir uma ação durativa, um determinado processo que terá certa duração ou estará em curso.

Ex: Vou estar reservando.
A expressao acima dá idéia de um futuro em andamento, no lugar de “vou reservar”, ou ainda, "reservarei", que narra algo que vai ocorrer a partir do momento da fala.

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